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Audiência pública ‘Dia Internacional da Mulher - o que temos a comemorar?’ reuniu especialistas e co

Assessoria de Imprensa - 10/03/2020 - 16h52min

A partir de agora, as vítimas de violência sexual passam a ter atendimento mais humanizado no Paraná. Os exames de corpo de delito vão ser feitos nos hospitais de referência da região onde moram as pessoas que foram expostas à violência e não mais somente no Instituto Médico Legal (IML). O convênio, que garante este serviço, é resultado de uma parceria entre a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa e o Governo do Paraná e foi assinado na manhã de terça-feira (10), durante a audiência pública “Dia Internacional da Mulher - o que temos a comemorar?”, proposta pelas deputadas Mara Lima (PSC), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia, e Cristina Silvestri (CDN), procuradora da Mulher da Assembleia. “É óbvio que estamos de luto por todos os feminicídios que ainda ocorrem no estado, mas temos que comemorar os projetos importantes que estão avançando para mudar essa realidade”, afirmou Mara Lima.
O convênio é uma parceria entre SESA e SESP, onde assinaram a Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, deputada estadual cantora Mara Lima, a Procuradora da Mulher da Alep, deputada Cristina Silvestre, a Diretora de Atenção e vigilância em saúde da SESA, Maria Goretti David Lopes, Secretário Estadual de Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares e o Diretor do IML André Ribeiro Langowiski.

Depois da assinatura do termo, o encontro, no Plenarinho, seguiu com palestras. A coordenadora geral da Casa da Mulher Brasileira, Sandra Prado, apresentou números: até março de 2019, mil mulheres eram acolhidas mensalmente pela instituição, na capital. De lá para cá, com o reforço da Delegacia da Mulher, instalada no local, mais de 2 mil vítimas são recebidas todos os meses. “Avançamos muito, só o fato de estarmos aqui, hoje, formando uma mesa com mulheres, discutindo este assunto, já é representativo. Mas precisamos fazer mais”, argumentou.

Já a coordenadora do projeto Florescer, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), Ariane Pereira, trouxe o exemplo do trabalho realizado em Guarapuava, região central do estado. “Precisamos educar nossas crianças, ensiná-las que a violência não é algo natural e para que elas cresçam sabendo disso. Nosso projeto explica isso nas escolas públicas da cidade”, contou a coordenadora.

Participaram também da audiência pública o secretário de Estado de Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares, e representantes do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Secretaria de Estado da Saúde e do Projeto Mulheres 100% Colombo.

A deputada Mara Lima finalizou a reunião dizendo que o trabalho minucioso vai continuar. “Acreditamos que com leis específicas, conseguiremos atingir nosso objetivo que é o respeito, a dignidade e a vida à essas mulheres”, concluiu. Homenagem – Ao final do encontro, as palestrantes receberam o certificado de menção honrosa pela participação.